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Quando ele tinha 5 anos, ele teve um súbito interesse pela morte e decidiu jogar seu irmão de 3 anos no mar. Por sorte, um adulto próximo viu o incidente e contou a seus pais. Mizuki foi repreendido por seus pais e lhe foi aplicado moxabustão por sua tia-avó, que estava vivendo com a família na época, a fim de curar sua obsessão mórbida<ref>"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pgs. 43-44</ref>.
 
Quando ele tinha 5 anos, ele teve um súbito interesse pela morte e decidiu jogar seu irmão de 3 anos no mar. Por sorte, um adulto próximo viu o incidente e contou a seus pais. Mizuki foi repreendido por seus pais e lhe foi aplicado moxabustão por sua tia-avó, que estava vivendo com a família na época, a fim de curar sua obsessão mórbida<ref>"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pgs. 43-44</ref>.
   
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Mizuki viveu uma infância bastante privilegiada, embora seus pais muitas vezes achassem difícil pagar por sua educação, até mesmo atrasando sua matrícula no ensino fundamental por um ano. Ele não era exatamente um aluno modelo, muitas vezes dormindo tarde ou tomando um longo café da manhã e chegando à escola duas horas atrasado. Na época, colecionar as primeiras páginas dos jornais era um passatempo popular entre as crianças, e Mizuki ainda realizada essa prática mesmo quando crecido. Mizuki também flatulava à vontade, e freqüentemente fazia isso durante as assembléias matinais, a fim de fazer as outras crianças rirem<ref name="Mizuki 2007 2">"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 48</ref>. Com exceção da matéria de artes e esportes, Mizuki obtinha notas bem baixas<ref>"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 50</ref>, mas por ser um ano mais velho do que a maioria de seus colegas, ele era fisicamente mais forte e acabaria se tornando o líder de uma gangue infantil do bairro<ref name="Mizuki 2007 2"/>.
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Depois de se formar no ensino fundamental, ele tentou se matricular no ensino médio<ref>No sistema educacional pré-guerra, isso era o equivalente a três anos de ensino fundamental II somado a dois anos de ensino médio no sistema atual</ref>, um sistema durava cinco anos na época<ref>Em 1943, o sistema foi encurtado para quatro anos e após a Segunda Guerra Mundial, foi integrado ao atual sistema de ensino médio.</ref>. No início do [[Showa: Uma História do Japão|período Showa]], a maioria das crianças das áreas rurais entravam na sociedade apenas com uma educação fundamental<ref>"''Perspectiva da Revisão Parte 1: Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia''"</ref>, mas segundo Mizuki, enquanto Sakaiminato era uma cidade portuária pobre, os locais tinham uma paixão e avançavam para o próximo nível de educação. Sua mãe também estava entusiasmada com sua educação, especialmente porque ambos os irmãos tinham notas bem altas<ref name="Mizuki 2007 3">"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 55</ref>. No entanto, Mizuki acabaria por começar a negligenciar seus estudos, e seu instrutor até disse a sua mãe que seu caso era "impossível"<ref name="Mizuki 2007 3"/>. Enquanto ele se sentia nervoso sobre o futuro na época, assim que entrou em uma escola preparatória e avançou para a escola primária avançada, ele voltou a ser uma criança despreocupada<ref name="Mizuki 2007 3"/>.
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Mesmo no ensino fundamental avançado, suas notas na arte eram boas e, por sugestão de seu vice-diretor, ele teve uma exposição de suas pinturas de classe na prefeitura<ref name="Mizuki 2007 4">"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 56</ref>. O espetáculo foi coberto até mesmo no jornal local<ref name="Mizuki 2007 4"/>. Ele também ganhou o prêmio principal em muitas competições escolares e uma vez foi premiado com as tintas a óleo de seu vice-diretor como uma recompensa por seu trabalho<ref>"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 57</ref>. Mesmo depois de se formar no ensino fundamental, ele não prosseguiu para o ensino médio e, em vez disso, decidiu deixar a cidade e procurar trabalho. Na época, seu pai trabalhava para uma empresa de seguro de vida em Kobe, e ele o ajudou a mudar-se para Osaka, apresentando-o a um parente.<ref name="Mizuki 2007 5">"''Teoria da Felicidade Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 58</ref>
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Sua mãe se preocupava com o fato de ele se mudar quanto não se saia tão bem na escola quanto seus irmãos, o próprio Mizuki não sentia nenhuma ansiedade em se mudar para a cidade grande.<ref name="Mizuki 2007 6">"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 59</ref>
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==Adolescência==
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Mizuki ficou impressionado com todas as pessoas que iam e voltavam do trabalho em Osaka e enxergava as luzes da rua à noite como um festival.<ref name="Mizuki 2007 6"/> Ele trabalhou como funcionário de uma empresa de litografia em Tanimachi (atual [[wiki:Chūo-ku, Osaka|Chūo, Osaka]]),<ref name="Mizuki 2007 5"/> mas não conseguiu acompanhar o trabalho devido à sua personalidade descontraída e foi demitido depois de apenas dois meses.<ref name="Mizuki 2005">"''O Lado dos Mangás de Shigeru Mizuki: A Coleção de Versões Completa (Arco Pós-Guerra)''" por Shigeru Mizuki, pág. 480</ref> Em seguida, ele trabalhou na Komura Printing em [[wiki:Tennōji-ku, Osaka|Terada]], mas não conseguiu memorizar as rotas de entrega e, mesmo quando as memorizava, deixava os pacotes em locais onde os clientes nem sempre os viam e, por isso, também foi demitido desse emprego.<ref name="Mizuki 2007 7">"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 61</ref> Depois, enquanto morava com seu parente, ele ficou doente e apresentou sintomas de icterícia, então voltou a Tottori para receber tratamento médico.<ref>"''Sou Verdadeiramente Estúpido?''" por Shigeru Mizuki, pág. 18</ref> Depois que Mizuki voltou para casa, seu pai sentiu que o trabalho e a vida na cidade não lhe convinham e lhe permitiu seguir a carreira que ele queria, pintando. Mizuki lembra-se de pular de alegria quando seu pai lhe contou sua decisão.<ref>"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 64</ref>.
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Levando em consideração o quão ruim ele era em se concentrar e estudar, Mizuki procurou uma escola de arte sem nenhum vestibular ou qualificação. Em pouco tempo, em Uehon, Osaka, ele encontrou a Escola de Belas Artes de Kyoto (atualmente a [[wiki:Kyoto City University of Arts|Universidade de Artes da Cidade de Kyoto]]), que na época não exigia uma prova de admissão.<ref name="Maruki">Diário do Curador do Museu de Arte Maruki</ref> No entanto, era uma escola muito pequena e funcionava mais como uma escola particular, com o diretor e a equipe servindo como professores e funcionários e as lições eram mais próximas de uma aula de desenho.<ref name="Mizuki 2007 8">"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 65</ref> Mizuki trabalhou duro tentando se tornar um pintor autodidata e, como tal, se considerava um artista melhor do que a maioria de seus professores.<ref name="Mizuki 2007 8"/> Logo após essa decepção, ele parou de ir à escola e, em vez disso, matou tempo em bosques e montanhas próximos. Um dos colegas de classe de Mizuki era o pintor Iri Maruki.<ref name="Maruki"/>
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Mizuki decidiu mudar de escola, e estava de olho na Escola de Belas Artes de Tóquio (atualmente a [[wiki:Tokyo University of the Arts|Universidade de Artes de Tóquio]])<ref name="Mizuki 2007 9">"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 68</ref>. No entanto, ele não tinha qulificações pois apenas se formou no ensino fundamental e resolveu fazer o exame de admissão na Escola de Horticultura de Osaka<ref name="Mizuki 2007 9"/>. Felizmente naquele ano, o único assunto para o vestibular era a história japonesa, sobre a qual Mizuki sabia bastante.<ref name="Mizuki 2007 10">"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" by Shigeru Mizuki, pg. 69</ref> Além disso, apenas 51 pessoas se inscreveram e a cota de entrada era 50<ref name="Mizuki 2007 10"/>, então Mizuki estava confiante em seu sucesso e nem sequer foi ver os resultados, mas seu pai procurou por ele e descobriu que Mizuki não passou.<ref>"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 70</ref>
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Mizuki acreditava que a razão de seu fracasso se devia ao fato de que, quando perguntado o que planejava fazer após a formatura, respondeu honestamente que não estava realmente interessado em horticultura, em vez de dar uma resposta que soasse melhor como "se juntar ao Exército de Voluntários da Recuperação da Manchúria".<ref>"''Teoria da Felicidade de Mizuki-san''" por Shigeru Mizuki, pág. 71</ref> Mizuki ficou deprimido com o fracasso, mas seu pai o consolou perguntando "O que você teria feito se realmente tivesse ido à Manchúria, afinal?"
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Em 1940, enquanto trabalhava como entregador de jornais, ele se candidatou a outra escola (a Escola Japonesa de Mineração) e passou. No entanto, como de costume, ele não tinha interesse no assunto em questão, então suas notas começaram a cair e ele começou a cabular as aulas, sendo expulso depois de apenas meio ano.<ref name="Mizuki 2005"/> Logo depois, ele também deixou o emprego e foi para o Instituto de Pesquisa de Filmes de Nakanoshima, em Osaka. Posteriormente, ele conversou com seus pais e, por sugestão deles, ele se matriculou na Escola Secundária Noturna de Osaka, que estava conectada à Universidade Nihon.<ref name="Mizuki 2005"/> Durante o dia, ele entregava jornais e, durante as férias, participava de um show no Takarazuka Revue e visitava o zoológico da Família Takarazuka ou a casa de insetos.<ref>"''Sou Verdadeiramente Estúpido?''" por Shigeru Mizuki, págs. 68-70</ref> Durante esse período, estourou a Guerra do Pacífico.
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==Serviço militar==
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==Anos na escola de artes==
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[[Categoria:Shigeru Mizuki]]

Edição das 03h38min de 17 de dezembro de 2019

Vida pregressa

Shigeru Mizuki nasceu em 8 de março de 1922 em Kohama, Nishinari, Osaka[1](atual Sumiyoshi, Osaka[2]), o segundo filho de Ryōichi e Kotoe Mura. De acordo com Mizuki, na época seu pai trabalhava na gráfica de um parente em Osaka, perto da Estação Umeda. Quando sua mãe estava grávida, ela veio de sua cidade natal, Sakaiminato, para visitar seu pai quando ela deu à luz a ele[2]. Eles logo voltaram para sua cidade natal na atual Irifune, Sakaiminato, para que seu pai iniciasse uma empresa que importava e vendia equipamentos agrícolas com alguns parceiros[1]. De acordo com ele, a razão para retornar a Sakaiminato foi que "o ar em Osaka era tão ruim que você não podia nem beber o leite"[2]. A idade exata de Mizuki quando ele se mudou para Sakaiminato é desconhecida, mas foi em algum momento entre um mês após o seu nascimento[3][4] até a época em que ele tinha 2 anos de idade[5][6].

Seu pai logo voltou atrás depois que seus negócios fracassaram, e toda a família se estabeleceu em Sakaiminato[1].

Quando ele tinha 5 anos, ele teve um súbito interesse pela morte e decidiu jogar seu irmão de 3 anos no mar. Por sorte, um adulto próximo viu o incidente e contou a seus pais. Mizuki foi repreendido por seus pais e lhe foi aplicado moxabustão por sua tia-avó, que estava vivendo com a família na época, a fim de curar sua obsessão mórbida[7].

Infância

Mizuki viveu uma infância bastante privilegiada, embora seus pais muitas vezes achassem difícil pagar por sua educação, até mesmo atrasando sua matrícula no ensino fundamental por um ano. Ele não era exatamente um aluno modelo, muitas vezes dormindo tarde ou tomando um longo café da manhã e chegando à escola duas horas atrasado. Na época, colecionar as primeiras páginas dos jornais era um passatempo popular entre as crianças, e Mizuki ainda realizada essa prática mesmo quando crecido. Mizuki também flatulava à vontade, e freqüentemente fazia isso durante as assembléias matinais, a fim de fazer as outras crianças rirem[8]. Com exceção da matéria de artes e esportes, Mizuki obtinha notas bem baixas[9], mas por ser um ano mais velho do que a maioria de seus colegas, ele era fisicamente mais forte e acabaria se tornando o líder de uma gangue infantil do bairro[8].

Depois de se formar no ensino fundamental, ele tentou se matricular no ensino médio[10], um sistema durava cinco anos na época[11]. No início do período Showa, a maioria das crianças das áreas rurais entravam na sociedade apenas com uma educação fundamental[12], mas segundo Mizuki, enquanto Sakaiminato era uma cidade portuária pobre, os locais tinham uma paixão e avançavam para o próximo nível de educação. Sua mãe também estava entusiasmada com sua educação, especialmente porque ambos os irmãos tinham notas bem altas[13]. No entanto, Mizuki acabaria por começar a negligenciar seus estudos, e seu instrutor até disse a sua mãe que seu caso era "impossível"[13]. Enquanto ele se sentia nervoso sobre o futuro na época, assim que entrou em uma escola preparatória e avançou para a escola primária avançada, ele voltou a ser uma criança despreocupada[13].

Mesmo no ensino fundamental avançado, suas notas na arte eram boas e, por sugestão de seu vice-diretor, ele teve uma exposição de suas pinturas de classe na prefeitura[14]. O espetáculo foi coberto até mesmo no jornal local[14]. Ele também ganhou o prêmio principal em muitas competições escolares e uma vez foi premiado com as tintas a óleo de seu vice-diretor como uma recompensa por seu trabalho[15]. Mesmo depois de se formar no ensino fundamental, ele não prosseguiu para o ensino médio e, em vez disso, decidiu deixar a cidade e procurar trabalho. Na época, seu pai trabalhava para uma empresa de seguro de vida em Kobe, e ele o ajudou a mudar-se para Osaka, apresentando-o a um parente.[16]

Sua mãe se preocupava com o fato de ele se mudar quanto não se saia tão bem na escola quanto seus irmãos, o próprio Mizuki não sentia nenhuma ansiedade em se mudar para a cidade grande.[17]

Adolescência

Mizuki ficou impressionado com todas as pessoas que iam e voltavam do trabalho em Osaka e enxergava as luzes da rua à noite como um festival.[17] Ele trabalhou como funcionário de uma empresa de litografia em Tanimachi (atual Chūo, Osaka),[16] mas não conseguiu acompanhar o trabalho devido à sua personalidade descontraída e foi demitido depois de apenas dois meses.[18] Em seguida, ele trabalhou na Komura Printing em Terada, mas não conseguiu memorizar as rotas de entrega e, mesmo quando as memorizava, deixava os pacotes em locais onde os clientes nem sempre os viam e, por isso, também foi demitido desse emprego.[19] Depois, enquanto morava com seu parente, ele ficou doente e apresentou sintomas de icterícia, então voltou a Tottori para receber tratamento médico.[20] Depois que Mizuki voltou para casa, seu pai sentiu que o trabalho e a vida na cidade não lhe convinham e lhe permitiu seguir a carreira que ele queria, pintando. Mizuki lembra-se de pular de alegria quando seu pai lhe contou sua decisão.[21].

Levando em consideração o quão ruim ele era em se concentrar e estudar, Mizuki procurou uma escola de arte sem nenhum vestibular ou qualificação. Em pouco tempo, em Uehon, Osaka, ele encontrou a Escola de Belas Artes de Kyoto (atualmente a Universidade de Artes da Cidade de Kyoto), que na época não exigia uma prova de admissão.[22] No entanto, era uma escola muito pequena e funcionava mais como uma escola particular, com o diretor e a equipe servindo como professores e funcionários e as lições eram mais próximas de uma aula de desenho.[23] Mizuki trabalhou duro tentando se tornar um pintor autodidata e, como tal, se considerava um artista melhor do que a maioria de seus professores.[23] Logo após essa decepção, ele parou de ir à escola e, em vez disso, matou tempo em bosques e montanhas próximos. Um dos colegas de classe de Mizuki era o pintor Iri Maruki.[22]

Mizuki decidiu mudar de escola, e estava de olho na Escola de Belas Artes de Tóquio (atualmente a Universidade de Artes de Tóquio)[24]. No entanto, ele não tinha qulificações pois apenas se formou no ensino fundamental e resolveu fazer o exame de admissão na Escola de Horticultura de Osaka[24]. Felizmente naquele ano, o único assunto para o vestibular era a história japonesa, sobre a qual Mizuki sabia bastante.[25] Além disso, apenas 51 pessoas se inscreveram e a cota de entrada era 50[25], então Mizuki estava confiante em seu sucesso e nem sequer foi ver os resultados, mas seu pai procurou por ele e descobriu que Mizuki não passou.[26]

Mizuki acreditava que a razão de seu fracasso se devia ao fato de que, quando perguntado o que planejava fazer após a formatura, respondeu honestamente que não estava realmente interessado em horticultura, em vez de dar uma resposta que soasse melhor como "se juntar ao Exército de Voluntários da Recuperação da Manchúria".[27] Mizuki ficou deprimido com o fracasso, mas seu pai o consolou perguntando "O que você teria feito se realmente tivesse ido à Manchúria, afinal?"

Em 1940, enquanto trabalhava como entregador de jornais, ele se candidatou a outra escola (a Escola Japonesa de Mineração) e passou. No entanto, como de costume, ele não tinha interesse no assunto em questão, então suas notas começaram a cair e ele começou a cabular as aulas, sendo expulso depois de apenas meio ano.[18] Logo depois, ele também deixou o emprego e foi para o Instituto de Pesquisa de Filmes de Nakanoshima, em Osaka. Posteriormente, ele conversou com seus pais e, por sugestão deles, ele se matriculou na Escola Secundária Noturna de Osaka, que estava conectada à Universidade Nihon.[18] Durante o dia, ele entregava jornais e, durante as férias, participava de um show no Takarazuka Revue e visitava o zoológico da Família Takarazuka ou a casa de insetos.[28] Durante esse período, estourou a Guerra do Pacífico.

Serviço militar

Anos na escola de artes

Artista de kamishibai

Mangás de aluguel

Popularidade

Últimos anos

Morte

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pg. 33
  2. 2,0 2,1 2,2 "Caminhando com Yōkai: Documento Shigeru Mizuki" por Noriyuki Adachi, pg. 70
  3. "Sou um Verdadeiro Imbecil" por Shigeru Mizuki
  4. "Caminhando com Yōkai: Documento Shigeru Mizuki" por Noriyuki Adachi
  5. "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki
  6. A resposta de Mizuki a esta pergunta difere ao longo dos anos, às vezes, afirmando ser logo após seu nascimento ou quando ele tinha 2 anos.
  7. "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pgs. 43-44
  8. 8,0 8,1 "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 48
  9. "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 50
  10. No sistema educacional pré-guerra, isso era o equivalente a três anos de ensino fundamental II somado a dois anos de ensino médio no sistema atual
  11. Em 1943, o sistema foi encurtado para quatro anos e após a Segunda Guerra Mundial, foi integrado ao atual sistema de ensino médio.
  12. "Perspectiva da Revisão Parte 1: Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia"
  13. 13,0 13,1 13,2 "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 55
  14. 14,0 14,1 "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 56
  15. "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 57
  16. 16,0 16,1 "Teoria da Felicidade Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 58
  17. 17,0 17,1 "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 59
  18. 18,0 18,1 18,2 "O Lado dos Mangás de Shigeru Mizuki: A Coleção de Versões Completa (Arco Pós-Guerra)" por Shigeru Mizuki, pág. 480
  19. "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 61
  20. "Sou Verdadeiramente Estúpido?" por Shigeru Mizuki, pág. 18
  21. "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 64
  22. 22,0 22,1 Diário do Curador do Museu de Arte Maruki
  23. 23,0 23,1 "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 65
  24. 24,0 24,1 "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 68
  25. 25,0 25,1 "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" by Shigeru Mizuki, pg. 69
  26. "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 70
  27. "Teoria da Felicidade de Mizuki-san" por Shigeru Mizuki, pág. 71
  28. "Sou Verdadeiramente Estúpido?" por Shigeru Mizuki, págs. 68-70
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